24.4.15

21.4.15

lembrete

(coisas que parecem óbvias mas a gente não consegue por em prática)

dos ciclos: olhe para o que fica
não queira resultados
não olhe para o passado
não faça nada sem coração
encontre-se
tome um chá das cinco consigo
te escute
apesar das tretas
tenha alegria e fé
é tudo travessia, aprendizado
não pense antes de agir,
medite!

6.2.15

____


uma vez
aqui sonhei
que eu era
o mar.



salvador, 2014

____

antes: abrir-se
para as portas.

porque ás vezes, elas
já estão abertas.

a gente é quem
tá fechadx.

20.12.14

Ai, meu coração do ar,
que doa,
que doa,
de doar!



[pequena prece]

____

Um ciclo se flecha,
outro se arma.
O alvo é incerto.


[dezembro, sol em sagitário]

4.12.14

vem!
que te dou beijú
e te faço um beijo!


[culinária puro amor]

1.12.14

pequena sagração

Ontem bebi um copo
de lua cheia
d'água

29.11.14

minha rainha de paus
minha nossa senhora da coragem
do coração de água
do coração de fogo
da força
minha nossa
senhora doce

me dê um coração
todo cheio de coração
todo cheio de coração
todo cheio
de cor age
cor ação

13.11.14

anulação do ego

daniela   daniela   daniela   daniela   daniela  


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danieladanie la dani eladanielada nieladani

eladanieladan ieladan ieladanie ladanielada

daniela   daniela   daniela   daniela   daniela

12.11.14


SOU FORTE FEITO
T A R T A R U G  A

5.11.14

minha vontade de ser livre,
mas posso criar íntimas raízes,
me agarrar num abraço
e ficar lá uns três dias,
uma temporada,
perder as horas,
dividir o lençol,
plantar um pé de acerola,
compartilhar a vontade
de voar
e voar junto...


28dejulho2014
tenho tido sonhos aquáticos
mergulhos profundos
emoções são líquidas
na superfície, morro afogada

1dejulho2014

D

desejo é construção - sentimentos podem ser políticos
d de desconstrução d de delírio
desejar é fechar os olhos e ser guiado,
- abrir o peito.
desejar inteiro
... a vida, estranha novidade...
(meu pensamento d de doido, opiado, de deleuze)

26deJunho2014

[Amor, mistério, liberdade]


Acreditei, um dia, que amar era dizer tudo, expor
tudo, estar permanentemente nu; como se isso fosse assim
fácil e possível. Até que nessa ânsia de nenhum mistério, o
amor esvaziou-se de mim, tornou-se uma palavra jogada a
todo canto como bandeira da qual se desinvestisse todos
seus laços só ficando pano, este pano, estas cores, esse
emblema sem qualquer idéia de pátria como lugar. Sim, como
lugar, um lugar sagrado, com L maiúsculo, que só se aprende
verdadeiramente quando se está dele exilado e impedida a
volta.
Nessa voragem de amor feito palavra sem mistério,
fiquei exilado dentro dele, o que é pior, pois desse exílio
não se se dá conta, ele envolve as idéias, os gestos, todo
o corpo, e o eu amo é qualquer coisa de todo alienada.
Esqueci,oh Deus, que o amor tem algo de aproximação
com a morte, e dizer amo-te, esse amo-te é todo contido
n’amor-te.
Esqueci, que isso eu sabia, de toda aflição, de todo
corte, de todo desejo sustentado na possibilidade de ter (e
perder), e esse ter, o que jamais se satisfaz, o que
sustenta todo amor e todo gesto.
Isso tudo, todo confuso, traz a morte para o real,
para essa indiferença cotidiana que no entanto se enfurece
se as grades cedem, e o pássaro, insistente e sem jeito
antevê sua velha árvore, sonha revoar e parte nesse sonho
reeditando a juventude. O amor, no entanto, quem o inventou
aliado a toda liberdade? Que engodo, que engano, que
equívoco o dessas palavras juntas, amor e liberdade, que
mentira, Deus dizer amor livre. O amor, quando o encontro –
se o encontro –, já de saída, me põe bêbado. É aí por onde
caio, e onde sei que já não escolho caminho, sou antes
escolhido por eles, assim como estes gestos, este tempo,
estes anseios. É ele, que por todo lado, me tem preso.

Valter A. Rodrigues

22.6.14

Mário Meu Quintana

"Que sobra então para a poesia? - perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade." E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico."

(Carta para poeta)

elogio (para marina abramovic)

ela é foda.
ela é foda demais.
e ela é foda porque é gente.
gente é foda.




dizer não é dizer sim para o não
dizer sim é dizer não para o não
dizer talvez
talvez seja
não dizer
ou não

polítykaos


eskurx pretx



extupro dynheyro

komyda medo




transporte navyo negreyro



públyco meu ku prymeyro


12deMaio2014

#jogo da memória histórica


copa futebol verde e amarelo salvador bahia gringo no canto os pretos vendedor catador de latinha no meio os patriotas misturado tudo sem cor verde e amarelo bomba de bola na rede bomba de gol contra bomba de gente gritando por seu país que virou uma bola na rede que virou um gol contra que virou grama chuteira juiz bandeira apito placar hino bomba todo mundo vira pátria bola gol rede chute falta cartão vermelho chute trave

todo esse barulho
#acopaestacontecendo e acho esquisito um monte de coisa.

16dejunho2014
tão bom olhar para as coisas íntimas e sabê-las desgastadas;
é tão bonito olhar a inutilidade ou a utilidade imaterial 
das coisas desgastadas: 
a vida vivida contida nelas, 
as oportunidades em que puderam ser úteis, 
o jeito desbotado 
e carinhoso como acordam as lembranças. 
Mas o bom mesmo das coisas desgastadas é 
a capacidade de nos fazer ter olhos respirados para as novidades, 
e saber que essas são frutos bem colhidos daquelas
coisas desgastadas...


Vitória da Conquista, 18 de junho de 2014

18.6.14

6.3.14

livre ins.piração

a água transbordando
e a gente transbordando
junto(s).

verões glaciais


[pequenas catarses]

corpo encontro via
corpo em crucis
corpo sopro de vida
vida de viver nos mortos
clarice morta e tão viva

minha mãe morta e eu
aprendendo a viver
bem-querer
beijar flor
bem te ver
bem viver o mundo

vida-morte-vida
a gente
nasce
morre
renasce
macro-e-microeternamente.

vírgulas sem vontade

(mas fiquem à vontade para por as vírgulas)...


procurando a gente encontra coisa que nem tava procurando
procurando tava nem que coisa encontra gente a procurando
procurando tava que nem coisa encontra a gente procurando
procurando coisa a que encontra gente nem tava procurando


5.3.14

"guardar uma coisa não é esconde-la ou tranca-la"


é como recarregar-se de você, isso fica, fica em mim, você fica, e eu fico, em você, é como misturar as tintas, um dia vamos nos abraçar por tanto tempo, que vamos entrar um no outro, que vamos ser como uma árvore, meio euvira, meio gabriela, meio poeta gripado, e um penacho saindo na ponta, aí alguém vai riscar nela, a árvore, quero ser triste, e a gente vai se rir de lá de dentro, aí algum dia vão arrancar a árvore, e fazer dela palcodeatriz e violoncelo, e a gente vai se esvair pelas folhinhas, mentira, numa folhinha só é melhor, numa folhinha só, escorregando no vento, e pousaremos amplos, bestas, vadios, como coisa, no quintal de Manuel de Barros...
liamo




from Massumi
for me.

novembro, 2013
Essa alegria de ter um corpo, eu não tenho, não. Paixão é que despudora a gente, assim é que é ser alegre com o corpo: com paixão. Porque só se é feliz dando. Dar(-se) de qualquer coisa.
Eu beijei o melhor poema.

[Escrito-diário de 2010, achado perdido entre outros mil papéis. Eu, aos 17ou16, corpomentepassional e auto-desconhecido, um perigo perigoso, e gostoso.]


o terceiro olho
o olho do coração
o coração nos olhos
um novo orgão: o coraçãolho


artista desconhecido

27.2.14


















carnaval:

sobreposição de máscaras.

[das confissões astro(sem)lógicas - vênus em áries]

meu flerte é uma flecha.


23.2.14

[superfície]

pele pelo

pele pelos pelos

pele sobre pele

pelo roçando pelo
que hoje eu me encontro num silencioso jeito...

http://www.youtube.com/watch?v=9NEd3zUzEyU

20.2.14

[das ciclistas iluminações]

o fim dos tempos e a nova era coexistem: duelo saudável
não acaba um e começa outro
o velho molda o novo
e o novo desconstrói o velho
a vida mata a morte
e já renasce morrendo
- big bang, explosão.



as pessoas falam do fim...
e o fim é infinito
o início é infinito

galileu já descobriu: o mundo é círculo

começar é sempre
terminar é sempre
- repetição divina.



fevereiro, 2014

verão


[bagunça burocrática]

carnê   do   óbito vovó

IPTU

17.2.14

menino-amor.
ciência-exata.
vontade de continuar vivendo.
alegria saudável.
gratidão infinita.
olhos nas mãos e
tato no olhar.
limpeza
e maciez de fruta.
enorme
coluna vertebral
que é base

para toda estrutura humana.
um dia veremos
um dia aprenderemos.



há sempre coisas novas.

ass. frida kahlo






10.2.14

autolar

9.2.14