21.4.15
lembrete
(coisas que parecem óbvias mas a gente não consegue por em prática)
não queira resultados
não olhe para o passado
não faça nada sem coração
encontre-se
tome um chá das cinco consigo
te escute
apesar das tretas
tenha alegria e fé
é tudo travessia, aprendizado
não pense antes de agir,
medite!
6.2.15
19.1.15
20.12.14
1.12.14
29.11.14
13.11.14
anulação do ego
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danieladanie la dani eladanielada nieladani
eladanieladan ieladan ieladanie ladanielada
daniela daniela daniela daniela daniela
daniela daniela daniela daniela daniela
5.11.14
D
desejo é construção - sentimentos podem ser políticos
d de desconstrução d de delírio
d de desconstrução d de delírio
desejar é fechar os olhos e ser guiado,
- abrir o peito.
desejar inteiro
- abrir o peito.
desejar inteiro
... a vida, estranha novidade...
(meu pensamento d de doido, opiado, de deleuze)
26deJunho2014
26deJunho2014
[Amor, mistério, liberdade]
Acreditei, um dia, que amar era dizer tudo, expor
tudo, estar permanentemente nu; como se isso fosse assim
fácil e possível. Até que nessa ânsia de nenhum mistério, o
amor esvaziou-se de mim, tornou-se uma palavra jogada a
todo canto como bandeira da qual se desinvestisse todos
seus laços só ficando pano, este pano, estas cores, esse
emblema sem qualquer idéia de pátria como lugar. Sim, como
lugar, um lugar sagrado, com L maiúsculo, que só se aprende
verdadeiramente quando se está dele exilado e impedida a
volta.
Nessa voragem de amor feito palavra sem mistério,
fiquei exilado dentro dele, o que é pior, pois desse exílio
não se se dá conta, ele envolve as idéias, os gestos, todo
o corpo, e o eu amo é qualquer coisa de todo alienada.
Esqueci,oh Deus, que o amor tem algo de aproximação
com a morte, e dizer amo-te, esse amo-te é todo contido
n’amor-te.
Esqueci, que isso eu sabia, de toda aflição, de todo
corte, de todo desejo sustentado na possibilidade de ter (e
perder), e esse ter, o que jamais se satisfaz, o que
sustenta todo amor e todo gesto.
Isso tudo, todo confuso, traz a morte para o real,
para essa indiferença cotidiana que no entanto se enfurece
se as grades cedem, e o pássaro, insistente e sem jeito
antevê sua velha árvore, sonha revoar e parte nesse sonho
reeditando a juventude. O amor, no entanto, quem o inventou
aliado a toda liberdade? Que engodo, que engano, que
equívoco o dessas palavras juntas, amor e liberdade, que
mentira, Deus dizer amor livre. O amor, quando o encontro –
se o encontro –, já de saída, me põe bêbado. É aí por onde
caio, e onde sei que já não escolho caminho, sou antes
escolhido por eles, assim como estes gestos, este tempo,
estes anseios. É ele, que por todo lado, me tem preso.
tudo, estar permanentemente nu; como se isso fosse assim
fácil e possível. Até que nessa ânsia de nenhum mistério, o
amor esvaziou-se de mim, tornou-se uma palavra jogada a
todo canto como bandeira da qual se desinvestisse todos
seus laços só ficando pano, este pano, estas cores, esse
emblema sem qualquer idéia de pátria como lugar. Sim, como
lugar, um lugar sagrado, com L maiúsculo, que só se aprende
verdadeiramente quando se está dele exilado e impedida a
volta.
Nessa voragem de amor feito palavra sem mistério,
fiquei exilado dentro dele, o que é pior, pois desse exílio
não se se dá conta, ele envolve as idéias, os gestos, todo
o corpo, e o eu amo é qualquer coisa de todo alienada.
Esqueci,oh Deus, que o amor tem algo de aproximação
com a morte, e dizer amo-te, esse amo-te é todo contido
n’amor-te.
Esqueci, que isso eu sabia, de toda aflição, de todo
corte, de todo desejo sustentado na possibilidade de ter (e
perder), e esse ter, o que jamais se satisfaz, o que
sustenta todo amor e todo gesto.
Isso tudo, todo confuso, traz a morte para o real,
para essa indiferença cotidiana que no entanto se enfurece
se as grades cedem, e o pássaro, insistente e sem jeito
antevê sua velha árvore, sonha revoar e parte nesse sonho
reeditando a juventude. O amor, no entanto, quem o inventou
aliado a toda liberdade? Que engodo, que engano, que
equívoco o dessas palavras juntas, amor e liberdade, que
mentira, Deus dizer amor livre. O amor, quando o encontro –
se o encontro –, já de saída, me põe bêbado. É aí por onde
caio, e onde sei que já não escolho caminho, sou antes
escolhido por eles, assim como estes gestos, este tempo,
estes anseios. É ele, que por todo lado, me tem preso.
Valter A. Rodrigues
22.6.14
Mário Meu Quintana
"Que sobra então para a poesia? - perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade." E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico."
(Carta para poeta)
(Carta para poeta)
elogio (para marina abramovic)
ela é foda.
ela é foda demais.
e ela é foda porque é gente.
gente é foda.
ela é foda demais.
e ela é foda porque é gente.
gente é foda.
#jogo da memória histórica
copa futebol verde e amarelo salvador bahia gringo no canto os pretos vendedor catador de latinha no meio os patriotas misturado tudo sem cor verde e amarelo bomba de bola na rede bomba de gol contra bomba de gente gritando por seu país que virou uma bola na rede que virou um gol contra que virou grama chuteira juiz bandeira apito placar hino bomba todo mundo vira pátria bola gol rede chute falta cartão vermelho chute trave
todo esse barulho
#acopaestacontecendo e acho esquisito um monte de coisa.
16dejunho2014
#acopaestacontecendo e acho esquisito um monte de coisa.
16dejunho2014
tão bom olhar para as coisas íntimas e sabê-las desgastadas;
é tão bonito olhar a inutilidade ou a utilidade imaterial
das coisas desgastadas:
a vida vivida contida nelas,
as oportunidades em que puderam ser úteis,
o jeito desbotado
e carinhoso como acordam as lembranças.
Mas o bom mesmo das coisas desgastadas é
a capacidade de nos fazer ter olhos respirados para as novidades,
e saber que essas são frutos bem colhidos daquelas
coisas desgastadas...
Vitória da Conquista, 18 de junho de 2014
18.6.14
6.3.14
[pequenas catarses]
corpo encontro via
corpo em crucis
corpo sopro de vida
corpo sopro de vida
vida de viver nos mortos
clarice morta e tão viva
minha mãe morta e eu
aprendendo a viver
bem-querer
beijar flor
bem te ver
bem viver o mundo
vida-morte-vida
vida-morte-vida
a gente
nasce
morre
renasce
macro-e-microeternamente.
vírgulas sem vontade
(mas fiquem à vontade para por as vírgulas)...
procurando tava nem que coisa encontra gente a procurando
procurando tava que nem coisa encontra a gente procurando
procurando coisa a que encontra gente nem tava procurando
5.3.14
"guardar uma coisa não é esconde-la ou tranca-la"
é como recarregar-se de você, isso fica, fica em mim, você fica, e eu fico, em você, é como misturar as tintas, um dia vamos nos abraçar por tanto tempo, que vamos entrar um no outro, que vamos ser como uma árvore, meio euvira, meio gabriela, meio poeta gripado, e um penacho saindo na ponta, aí alguém vai riscar nela, a árvore, quero ser triste, e a gente vai se rir de lá de dentro, aí algum dia vão arrancar a árvore, e fazer dela palcodeatriz e violoncelo, e a gente vai se esvair pelas folhinhas, mentira, numa folhinha só é melhor, numa folhinha só, escorregando no vento, e pousaremos amplos, bestas, vadios, como coisa, no quintal de Manuel de Barros...
liamo
for me.
novembro, 2013
Essa alegria de ter um corpo, eu não tenho, não. Paixão é que despudora a gente, assim é que é ser alegre com o corpo: com paixão. Porque só se é feliz dando. Dar(-se) de qualquer coisa.
Eu beijei o melhor poema.
[Escrito-diário de 2010, achado perdido entre outros mil papéis. Eu, aos 17ou16, corpomentepassional e auto-desconhecido, um perigo perigoso, e gostoso.]
Eu beijei o melhor poema.
[Escrito-diário de 2010, achado perdido entre outros mil papéis. Eu, aos 17ou16, corpomentepassional e auto-desconhecido, um perigo perigoso, e gostoso.]
27.2.14
23.2.14
20.2.14
[das ciclistas iluminações]
o fim dos tempos e a nova era coexistem: duelo saudável
não acaba um e começa outro
o velho molda o novo
e o novo desconstrói o velho
a vida mata a morte
e já renasce morrendo
- big bang, explosão.
- big bang, explosão.
as pessoas falam do fim...
e o fim é infinito
o início é infinito
galileu já descobriu: o mundo é círculo
começar é sempre
terminar é sempre
- repetição divina.
fevereiro, 2014
verão
17.2.14
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